terça-feira, 28 de julho de 2009

o som da esperança

Não é exagero afirmar que vivemos a “era” do cansaço. Não só do cansaço, da angústia também. É um mundo de correria. De atropelos. Nosso cotidiano tornou-se taquicardíaco. Está acometido de arritmia. É cada vez mais difícil encontrar um lugar e uma hora para repouso. O ritmo da vida adoeceu a existência; aliás, infernizou-a completamente. As pessoas, quais peregrinos, correm atrás de miragens, que se multiplicam e se repelem constantemente.Há um sentimento generalizado de frustração em nossos dias. Quanta gente cansada de viver, deserta da vida por não suportar o peso que carrega, especialmente, o da desilusão.É o cansaço de quem corre a esmo. De quem luta sem nunca derrotar o seu adversário. De quem trabalha sem paga. De quem chora sem conso-lo. De quem rema sem sair do lugar. De quem cansou de esperar.Nosso século não sofre apenas de cansaço, padece de angústia também. Em alguns casos, de uma inexplicável angústia. De uma angústia sem causa aparente. Penso até que as pessoas sofrem, não raro, sem saber porquê. Contudo, sofrem! E sofrem tanto mais, quanto menos saberem qual a razão.
Recordo-me agora, da expressão angustiante do salmista Davi, quando interrogou a si mesmo: "Porque estais abatida oh minha alma!, e porque te perturbas dentro de mim?" (Sal 42:05). É a projeção da dor de quem já nem consegue mais saber o porque de sua angústia. Esse tipo de frustração tem o poder de destruir nossa fortaleza interior.
O mal estar em nossos dias provém menos de males fisiológicos, do que de perturbações psicológicas. As pessoas sofrem muito mais da alma do que do corpo.Prova disso é o crescimento, cada vez maior, do consumo de tranqüilizantes; e a procura crescente pela auto-ajuda, esoterismo, pelo orientalismo, como remédios para o corpo cansado e a alma sofrida. “A alma adoece e o corpo padece”, diz o dito popular. Jesus Cristo, o terapeuta da esperança, tem uma mensagem dirigida aos cansados: “Vinde a Mim e Eu vos aliviarei”. Como então? Tomando sobre si as nossas dores e carregando e, Ele mesmo, os nossos fardos. Ou, carregando junto conosco. Dispondo seus ombros à carga que nos aflige. Chorando as nossas lágrimas e sentindo a nossa dor. Aos cansados e angustiados por causa da arritmia moderna, o melhor remédio não é desertar da vida, mas voltar-se para Deus, a fonte da vida. Ele renova nossas forças e sussurra em nossos ouvidos os sons da esperança: “Vinde a Mim e Eu vos aliviarei”.
Pb. Wagner Anderson ColaçoAD - Juazeirinho/Pb.


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